Entre 2025 e 2027, o jogo ESG muda de patamar no Brasil. A Resolução CVM 193 está tornando obrigatória, para companhias abertas, a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade com base nos padrões do ISSB (IFRS S1 e S2) a partir dos exercícios iniciados em 1º de janeiro de 2026, com possibilidade de adoção antecipada, e orientação específica da CVM para quem decidir comunicar essa opção ainda em 2025.
No sistema financeiro, o Banco Central consolidou regras de governança e gestão de riscos sociais, ambientais e climáticos, exigindo políticas, processos e transparência compatíveis com o porte e a complexidade das instituições.
No mercado segurador, a Susep vem detalhando requisitos de sustentabilidade (como a Circular 666/2022) e normas complementares aprovadas em 2024, que influenciam diretamente como as seguradoras mapeiam riscos e prestam contas.
Do lado do mercado de capitais, o ISE B3 segue como referência de boas práticas, com questionário e metodologia atualizados para o ciclo 2025/2026, e pressiona por dados consistentes e comparáveis, na prática.
Para exportadores, a pressão vem também de fora: o CBAM (o “ajuste de carbono na fronteira” da União Europeia) está em fase de transição até dezembro de 2025 e passa a operar de forma definitiva em 2026, afetando cadeias de aço, cimento, alumínio, fertilizantes, hidrogênio e eletricidade, com impacto material sobre o Brasil, segundo estudos da CNI.
Em resumo: dados ESG auditáveis, rastreados à fonte e reutilizáveis entre referenciais deixaram de ser diferenciais e viraram condição básica para competir.
O problema
A maior dor dos times de sustentabilidade no Brasil não é “comunicar ESG”: é coletar, validar e organizar informações dispersas (energia, compras, resíduos, saúde e segurança, fornecedores, clima) de forma que sirva ao mesmo tempo para:
- cumprir a CVM 193/ISSB (companhias abertas);
- atender Bacen (finanças) ou Susep (seguros);
- responder a ISE B3 e a investidores;
- apoiar exportações sujeitas a CBAM.
Tentar fazer isso em planilhas significa perder tempo, repetir trabalho e expor a empresa a inconsistências.
Onde o módulo de relatórios do IBM Envizi ajuda
O Envizi organiza o “prontuário” do dado ESG. Ele funciona como repositório único, com rastreabilidade à fonte (fatura, medição, contrato, evidência), trilha de auditoria e fluxos de trabalho para coleta, revisão e aprovação. A camada de “perguntas-padrão” reúne os principais referenciais de reporte (GRI, SASB, TCFD, ESRS/CSRD, ODS) e permite reaproveitar respostas entre eles, reduzindo retrabalho e divergências.
Além do catálogo de frameworks, a suíte foi reconhecida pela Verdantix (Green Quadrant 2025) como líder em software de reporte ESG e sustentabilidade, um termômetro independente de maturidade do produto em um mercado cada vez mais disputado.
O que muda no trabalho do time de ESG
Do “preencher planilha” para “ler o negócio” – Automação e templates de gestão tornam repetíveis as etapas de coleta, cálculo e versionamento. O tempo livre migra para análise de risco, comitês e metas.
Multi-framework sem retrabalho
Com o acervo de questões (ESRS/CSRD, GRI, SASB, TCFD etc.) e a possibilidade de reuso de respostas, a empresa evita “copiar/colar” dados idênticos em formatos diferentes e reduz inconsistências entre relatórios.
Auditoria sem “caça ao erro”
Trilhas de auditoria, controle de versões e verificações de integridade reduzem o risco de apontamentos (e de custo de correção) às vésperas do fechamento.
O Brasil entrou de vez na fase do ESG com padrão financeiro: a CVM 193 puxa a régua; Bacen e Susep exigem governança e gestão de risco; B3 e investidores cobram comparabilidade; e a UE adiciona pressão de mercado via CBAM. Nesse tabuleiro, o valor do módulo de relatórios do IBM Envizi é pragmático: um lugar só para dados, rastreabilidade à fonte, reuso inteligente entre referenciais e processo robusto o suficiente para qualquer auditoria, exatamente o que a regulação passou a exigir.
A IT TCS, parceira IBM, apoia desde o diagnóstico regulatório até a implementação (integrações, governança, parametrizações) e a preparação para que o relatório esteja correto desde o início e o time possa focar em metas, riscos e resultados.